segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Concessões ferroviárias

Fonte : 



Empresas do setor ferroviário olham para 2013 com a expectativa de que o governo federal dará garantias claras de que vai absorver todo o risco de falta de demanda na malha a ser construída até 2018. Para entidades do setor, o novo modelo de concessão de ferrovias, chamado de open access, carece de atos regulatórios pontuais que expliquem ao mercado como será assegurada essa garantia ao longo dos próximos anos, independente de quem estará na Presidência da República a partir de 2015. A aceitação do mercado sobre essas garantias deve determinar o sucesso ou o fracasso dos leilões.

"O setor privado investirá bilhões de reais em ferrovias e ele precisa de garantias de que esse dinheiro será recuperado", afirma o presidente da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut), Luis Henrique Baldez. O dirigente pede que as propostas sejam apresentadas aos empresários nas audiências públicas dos empreendimentos, a serem realizadas a partir de janeiro. "Ficaremos atentos à definição clara da modelagem. Se começar errado, para corrigir lá na frente é muito difícil", alerta. Na sua opinião, o novo sistema deve provocar a queda de, no mínimo, 20% do custo médio do transporte ferroviário do País.

O presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, diz esperar explicações sobre como o operador vai atuar. "Carecemos de detalhamento desse processo de compra e venda do frete", afirma. Para ele, ainda não está claro quanto o governo pagará pela capacidade da nova malha e quais as normas técnicas para o transporte dos diferentes tipos de mercadoria, do minério de ferro à produtos industrializados.

A presidente Dilma Rousseff anunciou em agosto o pacote de concessões de 10 mil quilômetros de estradas de ferro com investimentos de R$ 91 bilhões, sendo R$ 56 bilhões nos próximos cinco anos. No modelo, o governo, por meio da estatal Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., vai comprar toda a capacidade da malha e vender direitos de passagem (slots) a quem desejar fazer o transporte de carga. "Certamente será necessário dinheiro do Tesouro Nacional nos primeiros anos para suportar a diferença dos fretes, porque uma coisa é comprar a capacidade de quem construiu a ferrovia e outra coisa é revender", diz Vilaça.

A compra da capacidade pela Valec servirá de proteção contra eventual falta de demanda das vias. "O modelo vai atrair investimentos porque há certeza do ressarcimento", diz o diretor de Operações da estatal, Bento José de Lima. "Caso a demanda efetiva seja inferior à capacidade de movimentação da ferrovia, a Valec vai absorver a diferença e isso vira um subsídio do governo em nome de todo benefício do sistema", completa Fábio Coelho Barbosa, gerente de Regulação e Outorgas Ferroviárias de Cargas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Para Barbosa, porém, não haverá baixa procura pelas linhas. "Nosso estudos dizem que teremos índices de utilização superiores aos verificados hoje", conta.

Fim de monopólios

O objetivo do novo modelo é acabar com as preferências das concessionárias na passagem de seus produtos pelas ferrovias e permitir o acesso de diversas companhias ao modal. "Qualquer empresa que queira ter locomotiva e vagões poderá circular mediante o pagamento à Valec e os concessionários atuais vão atuar nas mesmas regras", explica Lima, da estatal.

A princípio, o acesso às ferrovias por novos operadores poderia abrir a possibilidade da indústria de vagões e locomotivas também ser beneficiada pelo modelo. No entanto, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária, Vicente Abate, explica que o crescimento das empresas dependerá da expansão da malha, e não do número de operadores.

"A necessidade de vagões e locomotivas virá da expansão do sistema e, eventualmente, do transporte de novos tipos de carga em determinada via; não interessa se existe um ou vários operadores", completa.

Há, ainda, quem tenha ficado insatisfeito com o open access. Vilaça, da ANTF, afirma que o modelo vai na contramão do que é adotado em países com matriz logística eficiente – no sistema de integração vertical, instalação e administração da linha ficam concentradas em um único agente. "Gostaríamos de ter participado mais efetivamente do processo e tido, também, o direito de avaliar a possibilidade de investir onde o governo não foi capaz de fazer para que pudéssemos ter o alongamento das concessões existentes", reclama.

O gerente-geral de Linha e Estrutura da Canadian Pacific Railway, Mike Roney, diz que o governo brasileiro fez o possível para tornar as concessões atrativas. "É sempre importante para investidores acreditar que haverá estabilidade e prioridades de longo prazo", diz. Mesmo assim, avalia que existe o risco de haver poucos interessados nos leilões por conta dos prazos agressivos do processo de licitação.

A previsão é de que os contratos das obras do chamado Grupo 1, que inclui o Ferroanel de São Paulo, o acesso ao Porto de Santos e mais quatro trechos, sejam assinados até julho de 2013. Para o grupo 2, um total de 7,4 mil quilômetros de ferrovias, as assinaturas devem ficar para o terceiro trimestre. "A janela de tempo para a concessão pode ser pequena para alguns potenciais operadores", afirma.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Congresso Nacional

Quando será que teremos a devida coragem de dizer não a toda essa pouca vergonha e descaso com o dinheiro do contribuinte.
eufariassim

Fonte : http://exame.abril.com.br/

Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília


São Paulo - A reforma dos 432 apartamentos funcionais destinados aos deputados federais vai custar pelo menos R$ 280 milhões aos cofres públicos, segundo estimativas da Câmara - o que equivale a R$ 650 mil para cada imóvel. Até agora, a Casa gastou cerca de R$ 108 milhões com os nove prédios que já passaram ou ainda estão sendo reformados. Nos outros nove edifícios devem ser gastos mais R$ 172 milhões - valor que pode subir, porque será feito um novo edital de licitação. Só em banheira de hidromassagem os gastos devem atingir R$ 1,5 milhão.

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Cerca de 90 deputados estão na lista de espera por um apartamento. Os primeiros contratos de licitação para as reformas foram firmados em 2007. De lá para cá, seis prédios - com 24 apartamentos cada um - foram entregues depois de atrasos que, somados, extrapolaram em mais de três anos a data prevista para conclusão das obras. Entre os motivos da demora estão problemas com construtoras, como abandono no meio da execução e falência.

O deputado Julio Delgado (PSB-MG), da 4.ª Secretaria da Mesa Diretora, responsável por providenciar o apartamento funcional ou verba de auxílio-moradia, atender aos pedidos de reparos e acompanhar o andamento das obras, defende que agora os imóveis, que pertencem todos à União, estão mais valorizados. O cálculo é que valem hoje, em média, R$ 2,35 milhões cada um.

"Quando eu assumi essa função, fiz um levantamento e vi que apenas quase 200 deputados ocupavam os apartamentos funcionais e mais de 300 requisitavam o auxílio-moradia de R$ 3 mil. Isso significa que éramos obrigados a manter vigilância, limpeza e reparos em prédios em que moravam meia dúzia de pessoas. Era um desperdício." E continua: "Com a revitalização dos prédios, tornamos os funcionais mais atrativos e invertemos esse número: hoje, menos de 200 recebem o auxílio-moradia. E com lista de espera", afirma. "Sei que essa história da banheira de hidromassagem vai pegar mal, mas já estava prevista nos editais de licitação muito antes de eu assumir a Secretaria, então eu não tenho nada a ver com isso", justifica Delgado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

VLT Anhanguera (Goiania)

Fonte : 


Está previsto para o dia 18 o lançamento do Edital de Licitação da obra do Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT Anhanguera. De acordo com o secretário de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia, Sílvio Sousa, o projeto básico já está pronto e contém 350 páginas com todos os detalhes da construção do novo transporte público de Goiânia, o qual apresenta capacidade três vezes maior do que a suportada atualmente pelo Eixo Anhanguera.

Sílvio afirma que o edital foi concluído no dia 24 de dezembro. Já no dia 27, a secretaria protocolou o documento no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e na Controladoria Geral do Estado (CGE), seguindo os trâmites legais previstos na Resolução n° 11.079. Nela está previsto que toda licitação, antes de ser lançada, deve ser protolocada na CGE. Após a publicação do edital, vence o processo quem oferecer a menor contraprestação ao Estado e o melhor serviço entregue à população.

Ainda de acordo com o secretário, o Estado já cumpriu todas as etapas que cabia a ele. “Nós já concluímos as fases legais. O Estado, até aqui, já cumpriu o seu papel. Agora, para a liberação do edital, ficamos no aguardo do parecer do TCE e da CGE, além da convocação da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC)”, disse. A implantação do VLT vai contar com a consultoria de empresas especializadas da França, Inglaterra e Alemanha, todas referência em suas áreas de atuação.

Projeto

O VLT Goiânia terá 13,6 km de extensão, 12 estações de embarque (contra 17 hoje existentes), cinco terminais de integração com outras linhas e ônibus e contará com 30 trens de transporte de passageiros, cada um com dois vagões acoplados.

O projeto também prevê rampas de acesso de máximo 7% de inclinação, facilitando o acesso de quem tem mobilidade reduzida. Os trens terão velocidade de 23,5 km/hora, diminuindo o tempo de espera para três minutos entre as viagens e contará com no máximo seis passageiros por metro quadrado.

Hoje, o Eixo tem 53 cruzamentos. No futuro, serão somente 35. Isso porque, segundo o secretário Sílvio Sousa, o excesso de cruzamentos dificulta o fluxo do trânsito. Serão 259 linhas, sendo 91% delas integradas, e um total de 20 milhões de passageiros. “Um dos fatores intrínsecos ao projeto é a preservação do poder atual, do modelo de concessão, de tarifa e de integração. Hoje, o modelo de integração da Região Metropolitana de Goiânia é um dos mais copiados e eficientes do País”, explicou Sílvio Sousa.

O novo modelo vai aumentar a velocidade comercial para 23,5 km/h; ampliar a capacidade de cada composição de 200 para 600 passageiros; reduzir de 53 para 35 os cruzamentos no percurso e headway operacional, que é o tempo de espera do veículo, de três minutos.

O projeto também inclui a reforma da Praça Cívica. Essa parte foi entregue à Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) para que seja feito o orçamento das obras. A principal mudança nessa área é sobre o paisagismo, como melhoria da iluminação, troca de piso (serão colocados antiderrapantes); área com espaço para lazer e convivência no lugar dos estacionamentos; construção de quiosques e de uma pista de ciclismo, dando continuidade à ciclovia da Avenida Universitária.

Orçamento

Em relação ao orçamento da obra, o secretário destacou que a execução está orçada em R$ 1,3 bilhão e será custeada por recursos públicos federais do PAC Mobilidade, e estaduais, através de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Explicou que o setor privado terá concessão de 35 anos e que não haverá o aumento da tarifa, que será a mesma dos ônibus em circulação na Capital.

Ilha da Fantasia

Se todos os cidadãos perante a constituição são iguais, então os senadores estão esperando o que para cancelar a lei que propicia a eles o 14 e 15 salário, sendo que boa parte da população não tem nem salário descente.
eufariassim


Fonte : Logo_noticias


Dois senadores devolveram, nesta sexta-feira (11), a ajuda de custo depositada pelo Senado Federal em dezembro, conhecida como 14º e 15º salário. Depois da polêmica com o benefício, Aécio Neves (PSDB-MG) e João Capiberibe (PSB-AP) depositaram o dinheiro na conta do Tesouro Nacional.  

Em maio de 2012, o Senado Federal aprovou, por unanimidade, o projeto de Decreto Legislativo que acaba com o 14º e 15º salários. Apesar de nenhum dos 81 senadores ter se manifestado contra, apenas 13 tinham renunciado ao benefício até a última quinta-feira (10).  

Com a polêmica, outros senadores estão abrindo mão e devolvendo o dinheiro. De acordo com a assessoria de imprensa do Senado, os senadores que decidirem podem devolver o dinheiro quando quiserem.    Aécio Neves e João Capiberibe já devolveram o dinheiro. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) informou à reportagem do R7 que já pediu ao gabinete para devolver o dinheiro.   

— Quando o gabinete me informou que recebi esse dinheiro, que eu votei contra receber, decidi doar para uma entidade social, mas depois achei melhor devolver.  

Leia mais notícias no R7

Além dos três, abriram mão do benefício os senadores Ana Amélia (PP-RS), Ana Rita (PT-ES), Antonio Russo (PR-MS), Cristovam Buarque (PDT-DF), João Capiberibe (PSB-AP), João Costa (PPL-TO), João Vicente Claudino (PTB-PI), Lindbergh Farias (PT-RJ), Pedro Taques (PDT-MT), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Waldemir Moka (PMDB - MS) e Walter Pinheiro (PT-BA).  

Atualmente, cada parlamentar recebe R$ 26,7 mil por mês, fora os benefícios como plano de saúde, cota para gastos de gabinete (que cobre a conta de telefone, correspondências, transporte etc.), além de passagens áreas.   A ajuda de custo que ficou conhecida como 14º e 15º salários é paga sempre no início e no final do mandato e custa R$ 4,3 milhões por ano ao Senado e outros R$ 27,3 milhões à Câmara dos Deputados.  





quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Grupo Anonymous





Anonymous quer que DDoS seja reconhecido como forma legal de protesto

Principal ataque utilizado pelo Anonymous para derrubar páginas na internet, o DDoS é classificado como uma atividade hacker ilegal e, portanto, criminosa. Mas o grupo de ativistas que mudar essa situação – e o primeiro passo é transformar esse método em uma forma válida de protesto.

Sob o argumento de que o DDoS nada mais é do que “pressionar o botão ‘Atualizar’ repetidas vezes”, o Anonymous criou um abaixo-assinado no site da Casa Branca (sim, é possível fazer isso por lá!) para arrecadar o maior número possível de adeptos e, quem sabe, chamar a atenção do governo para o caso.

A ideia é que os hackers presos acusados de ataques via DDoS sejam libertados e tenham qualquer menção ao crime apagada de suas fichas criminais. Até a publicação desta matéria, 1.125 pessoas haviam aderido à petição. Quer ajudar? É só clicar aqui (é necessário criar uma conta no site).




Rise Technical Recruitment Limited


A quem tem interesse em atuação externa
eufariassim


Fonte : Rise Technical Recruitment


http://www.risetechnical.co.uk/

Metrô de São Paulo - Linha 6

Fonte : 


O edital de licitação da futura Linha 6-Laranja do Metrô, que vai ligar o centro à zona norte da cidade, será lançado até o dia 31, segundo informou ontem o presidente do Metrô, Peter Walker. A expectativa, segundo ele, é de que as obras possam começar até agosto do ano que vem.

A linha é a primeira do Metrô cujo projeto executivo será feito por empresas particulares. A obra será uma Parceria Público-Privada (PPP) e o parceiro terá de fazer o projeto final, baseado nas informações que constam no edital e no projeto básico, já elaborado pelo Metrô.

Walker ressaltou, no entanto, que o prazo para início das obras depende da falta de ações judiciais contra o resultado da licitação - um contratempo comum em projetos de grande porte.
O projeto tem custo estimado em R$ 8 bilhões. A exemplo do que ocorreu na Linha 4-Amarela, que também é uma PPP, ela vai ser operada pelo parceiro privado - com a diferença de que a obra também será feita pelo parceiro. Ao Metrô, caberá supervisionar a obra e a operação da linha, que terá de cobrar o mesmo preço da passagem das demais linhas da rede.

A primeira fase da linha tem 13,5 km de extensão e 15 estações. A previsão é que, nessa etapa, ela transporte cerca de 640 mil passageiros diariamente. O plano do Metrô, ainda sem data exata definida, é que um outro ramal da linha seja construído na zona leste da cidade, chegando até Cidade Dutra e integrando com a Linha 2-Verde, que também está em fase de licitação para ampliação em direção a Guarulhos, na Grande São Paulo.

A Linha 6 é tida como uma das mais "difíceis" de serem construídas na cidade por ser totalmente subterrânea e passar por baixo do Rio Tietê. Os túneis terão até 60 metros de profundidade. Chamada de "linha das universidades", por conectar instituições como Faap, PUC e universidades da região da Avenida Liberdade, ela já foi alvo de protesto de moradores de Higienópolis, na região central, que não queriam estação no bairro.