sexta-feira, 15 de março de 2013

VLT do DF

Fonte: Valor Econômico


O prometido veículo leve sobre trilhos (VLT) de Brasília deveria ser um dos cartões-postais da capital federal para receber a Copa do Mundo de futebol de 2014. Tornou-se o oposto disso. Quatro anos depois de ter as obras iniciadas, o pouco do projeto que conseguiu sair do papel transformou-se em um verdadeiro monumento à corrupção, à burocracia e ao descaso com o dinheiro público.

Estimado em R$ 1,55 bilhão, o VLT previa a ligação do aeroporto internacional Juscelino Kubitschek até o fim da Asa Norte, cortando o Plano Piloto de Brasília em um percurso de 22,6 quilômetros e 25 estações. Mais de R$ 22 milhões foram enterrados no empreendimento. O que restou do projeto é um canteiro de obras abandonado, com uma cerca de madeira destruída. O local foi engolido pelo mato, virou banheiro de mendigos e moradia de ratos. Na base das três colunas de concreto que foram erguidas para sustentar uma futura passagem do trem, formou-se uma piscina com águas da chuva, cenário ideal para a proliferação dos mosquitos da dengue.
Desde 2009, bloqueios e desvios de trânsito provocados pela obra travam o acesso a um dos maiores centros hospitalares do Distrito Federal. Comerciantes locais estão indignados e reclamam do tumulto diário. "O trânsito ficou caótico. Em dias de chuva, isso aqui vira um colapso total", diz Francisco Ferraz, proprietário da empresa Ferraz Consórcios, instalada de frente para o canteiro do VLT. "O entulho fechou muitas entradas de esgotos. Se chove muito, as lojas ficam alagadas", comenta.

A anulação do contrato de obras do VLT vai fazer dois anos de aniversário. Em abril de 2011, a 7ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal decidiu pôr um fim na história, depois de o empreendimento ter se transformado em um poço de problemas. O projeto teve início em 2009, durante a gestão do ex-governador José Roberto Arruda (DEM), que foi flagrado em vídeos recebendo dinheiro, e preso sob a acusação de ter participado de uma tentativa de suborno a uma testemunha da Polícia Federal, durante investigações da Operação Caixa de Pandora, escândalo que ficou conhecido como "mensalão do DEM".

À época, o VLT já acumulava diversos pedidos da Justiça para suspensão de suas obras, por causa de problemas encontrados nos estudos do projeto e indícios de fraude durante seu processo de licitação. Paralelamente, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acionou o governo na Justiça, devido a restrições verificadas no relatório de impacto ambiental do empreendimento. O golpe de misericórdia veio em 2011, quando o Tribunal de Justiça do DF decidiu, por unanimidade, cancelar as obras, por conta de fraudes encontradas na licitação.

Quando assumiu o governo do Distrito Federal, em 2011, o petista Agnelo Queiroz prometeu que faria uma nova licitação da obra ainda naquele ano e que o VLT estaria pronto até 2014. Não aconteceu. Em setembro do ano passado, o projeto foi o primeiro do país a ser excluído da matriz de responsabilidades da Copa do Mundo, porque não havia mais possibilidade de ele ficar pronto dentro do prazo assumido com a Fifa.

Os estudos do VLT previam que cerca de 12 mil pessoas usassem o transporte diariamente. A obra também tinha a missão de resgatar a chamada W3 Sul e Norte, avenida que já foi o principal centro comercial de Brasília, mas que, atualmente, está deteriorada. O veículo leve sobre trilhos também seria uma segunda opção de transporte público em relação às linhas de ônibus, que também são prejudicadas por uma frota que está sucateada.

A poucos quilômetros do canteiro abandonado, Brasília está construindo o estádio de futebol mais caro do país. Com estrutura para receber 70 mil torcedores, o novo estádio Mané Garrincha está com suas obras em reta final. Sua entrega está prevista para 21 de abril, dia em que a capital federal faz aniversário de 53 anos. O local sediará a abertura da Copa das Confederações, programada para o dia 15 de junho, com o jogo entre Brasil e Japão. Os investimentos chegam a R$ 1,015 bilhão. Inicialmente, previa-se algo em torno de R$ 680 milhões. A fatura está sendo paga com a venda de terrenos públicos pela Terracap, controlada pelo governo do Distrito Federal.

Invensys Rail

Source: http://www.railway-technology.com/

Invensys


Invensys Rail has started operating its Rail 9000 automatic train supervision (ATS) system on the São Paulo Metro Line 8 in Brazil, owned and operated by Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
The Rail 9000 ATS incorporates a centralised traffic control (CTC) system, SIREI intelligent regulation control and maintenance assistance.
The new system provides automatic supervision, regulation and maintenance of Line 8 from an Operational Control Center (OCC).
The system will also monitor, control and regulate the line's current relay-based interlockings before the introduction of a new interlocking system based on the Westrace microprocessor, also designed by Invensys Rail.
Invensys said that the Rail 9000 system simplifies the migration from electromechanical technology to a modern railway signalling system.
"The Rail 9000 ATS incorporates a centralised traffic control (CTC) system, SIREI intelligent regulation control and maintenance assistance."
Now that the deployment of the ATS system is complete, Invensys will work on commissioning the Sirius communication-based train control (CBTC) system on Line 8, as well as other lines on the metro system.
The Sirius CBTC system is being installed to work in parallel with the existing signalling systems until its installation and commissioning is complete.
Invensys Rail Dimetronic secured a contract from CPTM in 2009 to install and commission the Sirius CBTC system onboard and trackside on lines 8, 10 and 11 of the São Paulo Metro, along with Westrace electronic interlockings, electric drive switchers and LED signals.
São Paulo Metro Line 8, also called the Diamond Line, has a length of 35 km and 20 stations, while Line 10 runs 35km with 15 stations and Line 11 spans 37km and 12 stations.

Alstom

Source: http://www.railway-technology.com/

Alstom-Adif-Dual-gauge-2
Image: The new dual-gauge signalling system, to be developed by Alstom and Adif, will be installed along the Mediterranean Corridor of the Spanish lines. Photo: courtesy of Alstom.

Alstom  has signed an agreement with Spanish railway infrastructure manager Adif to develop a third rail signalling system for the Mediterranean Corridor project in Spain.
The new dual-gauge system will be equipped on the current tracks for 1,668mm and 1,435mm-gauge trains operating on the same tracks, providing interoperability between European and Spanish networks.
The agreement is part of a five-year framework agreement signed in November 2012 by the two firms to carry out research and development projects at Adif's Railway Technology Center in Malaga, Spain.
The partnership aims to develop an ERTMSsystem for the mixed-gauge lines, conduct track testing, and bring out new products that can later be sold in the Spanish and international markets.
To date, Adif has upgraded around 170km of track in Spain to accommodate dual gauge between Barcelona and the French border, as well as some individual sections, such as the Tardienta - Huesca line, with 99% of the infrastructure work carried out by Alstom.
The new system will be installed along the Spanish Mediterranean Corridor, and support the completion of the Mediterranean Freight Corridor by 2015.
"Dual-gauge technology allows the railway sector to cross borders and overcome technical barriers."
Alstom's country president for Spain Antonio Moreno said dual-gauge technology allows the railway sector to cross borders and overcome technical barriers.
"It is already in operation in Spain, showing its reliability and viability for large-scale implementation in all the countries that, like Spain, have different gauges," Moreno said.
According to the company, the new rail technology can be exported to other countries such as Portugal, Armenia, Azerbaijan, Belarus, Georgia, Kazakhstan, Kyrgyzstan, Moldavia, Russia, Tajikistan, Ukraine and Uzbekistan to solve gauge interoperability problems.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Metrofor - Linha Leste

Fonte: 


O diretor de Desenvolvimento e Tecnologia da Companhia Cearense de Transporte Metropolitano (CCTM), Edilson Aragão, diz que o edital para as obras civis da linha leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor) deverá ser lançado no final de abril e em setembro terão início as obras. “A entrega do túnel deverá ocorrer até dezembro de 2014”, afirmou o diretor em evento na manhã de ontem na Fiec.

A linha leste, composta por 12 estações, representará investimentos de R$ 3,4 bilhões e transportará uma média de mil passageiros/dia. A linha oeste será remodelada e os trens substituídos por novas composições do VLT (veículo leve sobre trilhos). Em abril deste ano a estação Lagoinha deverá estar sendo entregue.

O secretário executivo de Infraestrutura de Fortaleza (Seinf), Roberto Resende também destacou as obras da Beira-Mar, que vão da avenida Rui Barbosa ao Mercado de Peixes (Mucuripe). “Será construído um espigão no prolongamento da avenida Desembargador Moreira (em frente ao Clube Náutico Atlético Cearense) para promover a ‘engorda’ da faixa de praia. Este espigão poderá ter um píer em sua extremidade”, comenta Resende.

Já as obras de drenagem e reforma das vias José Sabóia, avenida Dioguinho e Zezé Diogo que já se encontram 40% concluídas, a obra da Praça 31 de Março (Praça do Futuro) que estava parada mas com 22% concluída e que agora será retomada ao custo de R$ 5,1 milhões conforme Resende.

O projeto de contenção da encosta e requalificação do Morro Santa Terezinha (R$ 9,7 milhões) terá que passar por nova licitação devido a uma não conformidade apontada pelo Ministério Público Federal. O Mercado Central também será recuperado ao custo de R$ 1 milhão e a Vila do Mar, cujo projeto de R$ 100,9 milhões, já encontra-se 80% realizado e que, agora, será tocado pela Setfor.

Metrofor

Fonte: 


A Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) estuda estender a linha Oeste do metrô até o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). Segundo o diretor de Desenvolvimento e Tecnologia do Metrofor, Edilson Aragão, o investimento ficaria na ordem de R$ 160 milhões.

A verba seria referente a adaptação de 57 quilômetros de linha férrea, que hoje servem apenas ao transporte de cargas, além da construção de até dez estações. ”O sistema ferroviário já existe. O Metrofor está desenvolvendo projeto para colocar passageiros nessas linhas. Faltam as estações”. Aragão disse que o projeto já foi levado à Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), mas ainda não chegou ao governador Cid Gomes.
O secretário da Infraestrutura do Estado, Adail Fontenele, ressalta que a obra não deve ser iniciada nessa gestão. “Isso é coisa para ser deixada para a próxima administração”, destaca. Ele explica que a ideia de ampliar a linha de passageiros partiu do Governo do Estado, que solicitou o estudo ao Metrofor. “Isso foi demandado, mas ainda não sabemos do resultado”.

A ampliação, diz Fontenele, se justifica pelo aumento na demanda por transporte público na região do Pecém. Ele afirma que diariamente 400 ônibus transitam pelo CIPP. Nos cálculos de Aragão, levar a linha até o Complexo atenderia 30 mil passageiros diariamente. “A mobilidade do sistema fica comprometida com essa demanda. O transporte de trem seria a melhor opção”, diz o diretor do Metrofor.

Segundo o secretário, a facilidade em chegar ao Pecém pode até ser um estímulo para os trabalhadores da região se fixarem em Fortaleza – o que vai na contramão do esperado pelo Estado – mas é imprescindível. “Em poucos meses, aquilo ali vai ser mais de dez vezes o que é hoje. É um sonho que essas pessoas morem na região do Pecém, mas é impossível. Aquelas cidades não vão absorver todo mundo”.

O quê - Entenda a notícia. A linha Oeste do Metrofor faz percurso do Centro de Fortaleza a Caucaia. Ela seria ampliado para levar os trens de passageiros até o Complexo do Pecém. Isso representa 57 Km a mais de linha.

Trem Bala Rio - São Paulo

Fonte: Valor Econômico



O modelo de transferência de tecnologia do projeto do trem-bala entre Campinas e Rio de Janeiro desenhado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tem incomodado parte das empresas interessadas na obra.
Nas últimas semanas, empresas pediram à agência que flexibilizasse as regras sobre essa transferência. Para alguns concorrentes interessados no projeto, o governo inibe a participação das multinacionais ao impor o repasse integral de conhecimento. Consórcios chegaram a defender a ideia de que o governo ampliasse o percentual de produção nacional de componentes, mas não houve acordo.
A ANTT vai exigir transferência plena da tecnologia que será utilizada no trem-bala e vai restringir o acesso a esse conhecimento à estatal Empresa de Planejamento e Logística (EPL). Isso significa que demais sócios do consórcio do trem – que não sejam detentores da tecnologia – não poderão ter essas informações compartilhadas.
Caberá ao acionista privado do consórcio indicar o provedor de tecnologia que vai celebrar o contrato de transferência com a EPL. A estatal, por sua vez, vai selecionar os agentes brasileiros que vão receber a tecnologia.
A entrega das propostas e dos planos de negócio do trem-bala está marcada para 13 de agosto, na sede da BM&F Bovespa, em São Paulo. A abertura das propostas ocorrerá em 19 de setembro.
O consórcio que vencer a licitação para operação do trem-bala poderá definir, a seu critério, a estrutura de exploração comercial das sete estações previstas em seu trajeto de 511 km, que ligará as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.
Pelas regras da ANTT, a concessionária poderá definir, em seu projeto, o layout e a configuração de áreas funcionais e comerciais de cada estação. A agência se comprometeu em garantir que o projeto executivo do empreendimento não fará modificações substanciais nessas definições.
Pelas regras do edital, se houver incompatibilidade entre o projeto funcional preparado pelo consórcio e o projeto executivo, que será desenvolvido pela EPL, qualquer uma das partes poderá solicitar a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro.
Essa recomposição, no entanto, só ocorrerá se a desconformidade alterar as condições originalmente pactuadas e se não houver solução consensual. A exploração comercial das estações é vista, pelos investidores, como uma fonte de receita crucial para dar viabilidade ao empreendimento.
A ANTT também já definiu detalhes sobre o financiamento do projeto. Os recursos do BNDES se restringirão à aquisição de máquinas, equipamentos e sistemas necessários para a construção do trem-bala.
O dinheiro público não poderá ser acessado, por exemplo, para pagamento de custos relacionados à administração do empreendimento, como consultorias jurídica e financeira, ou mesmo para pagamento de juros de financiamento.
Pelas regras, o valor do aporte do BNDES será limitado a 80% de itens financiáveis ou 70% do investimento total. O valor máximo que será oferecido é de R$ 5,3 bilhões, tendo como base o valor de referência do estudo do trem-bala, realizado em 2008. Esse valor, portanto, será maior, porque sofrerá correção pelo IPCA.

Invensys

Source: 


Invensys Rail announced today that it has been awarded a contract by ABB in support of Network Rail's £115m Power Supply Upgrade Project on the West Coast Main Line.
Covering Phase 3B of the overall programme, the scope of the contract awarded to Invensys includes the design, supply and factory testing of Supervisory Control and Data Acquisition (SCADA) Remote Terminal Units (RTUs) for 11 of the enhancement project's new containerised traction substations.
The RTUs represent the next generation of automation techniques and utilise the new IEC61850 technology, which promises interoperability between equipment from different suppliers. Drawing on communications-based, network-coupled technology rather than the hard-wired I/O technology previously used, the RTUs reduce both the time and cost of substation delivery.
Work on the SCADA element of the overall Power Supply Upgrade Project is already underway and is scheduled for completion in December 2014.