segunda-feira, 24 de junho de 2013

Monotrilho do ABC

Fonte: Diário do Grande ABC

Innovia Monotrilho 300, modelo que será fornecido para a Linha 15-Prata do metrô, estará na concorrência da PPP (Parceria Público-Privada) que construirá a Linha 18-Bronze, projeto que ligará o Grande ABC ao sistema metroviário de São Paulo.
A convite da Bombardier, fabricante do trem, a equipe do Diário foi a Kingston, no Canadá, para conhecer a planta onde são realizados os últimos testes do monotrilho que conectará a Vila Prudente à Cidade Tiradentes, na Zona Leste da Capital.
A empresa já adiantou que tentará vencer a licitação para fornecimento do sistema do monotrilho do Grande ABC, que passará por São Paulo, São Caetano, Santo André e São Bernardo. E o governo do Estado assegurou que o desempenho do veículo na Capital servirá como critério técnico para definir a empresa responsável por tirar do papel a junção da região com o metrô.
Do consórcio que triunfou no certame da Linha 15-Prata por US$ 1,44 bilhão, Bombardier e Queiroz Galvão afiançaram que encaminharão propostas ao Metrô para atuar na Linha 18-Bronze. Pelo grupo Bombardier/Queiroz Galvão/OAS, as duas últimas ficam com as obras civis, como a construção dos pilares de sustentação do trem.
O modelo Innovia Monotrilho 300 será implementado, a princípio, em São Paulo e na cidade de Riad, na Arábia Saudita. Tecnologias mais antigas da Bombardier já estão presentes nos sistemas metroviários de Tampa Bay, Jacksonville e Las Vegas, nos Estados Unidos.
Além de know-how mundial, a Bombardier garante reposição de peças dos trens emfuncionamento. Para isso, investiu US$ 15 milhões na construção de fábrica em Hortolândia, interior de São Paulo. É lá que já são desenvolvidos os carros utilizados na Linha 15-Prata, com aval dos técnicos da empresa francesa.
DETALHAMENTO
Com estimativa de acolher até 150 passageiros por carro, o Innovia Monotrilho 300 possui sistema de tração elétrica e sustentação por pneus sobre vigas de mais de 60 metros de altura e sem condutor. O principal diferencial, segundo o vice-presidente da Bombardier, Alain Aumais, é a redução de peso e acréscimo de desempenho.
Pesando 14 toneladas por composição, o modelo foi projetado sem preenchimento de espaços ociosos, o que, segundo a empresa, diminuiu em 30% o peso total. O trem, mais leve, pode alcançar 80 km/h, embora a velocidade média de atuação na Linha 15-Prata deva ser de 40 km/h. Além disso, possui sistema de recuperação de energia com frenagens.
A fabricante promete ainda cortar ao máximo a emissão de ruídos. Como o sistema é elevado, há preocupação de poluição sonora perto de residências e prédios. Mas a empresa diz que o som do monotrilho, para quem estiver fora do trem, será de 20 decibéis, equivalente ao sussurro de um humano.
A estrutura interna não é a praticada em sistemas de monotrilho espalhados pelo mundo. Cada carro tem dois motores, um à frente e outro no fim da estrutura, que são acoplados internamente na cabine. Essa metodologia permitiu redução da altura do trem, melhorando a performance nas curvas, pois a força da gravidade também é menor.
Primeiro itinerário do mundo a receber o Innovia Monotrilho 300, da fabricante francesa Bombardier, a Linha 15-Prata tem previsão para entrar em operação no primeiro trimestre do ano que vem, com ligação de duas estações: Vila Prudente e Oratório, ambas na Zona Leste, margeando a Avenida Anhaia Melo, e fazendo conexão direta com a Linha 2-Verde do Metrô.
O trajeto ainda comporta mais 15 estações, passando por São Lucas, Sapopemba, São Mateus, Avenida Jacu-Pêssego e Cidade Tiradentes. A etapa de São Mateus tem previsão de entrega para fim de 2014, com 27 trens disponíveis. Todo o trecho tem estimativa de funcionamento completo em 2016.
Ainda neste ano, o governo do Estado deve colocar em atividade, em fase protocolar, a ligação entre Vila Prudente e Oratório. O período será de testes e adaptação, com horários reduzidos.
A obra vai consumir investimento de US$ 1,44 bilhão, terá 24 quilômetros de extensão e 17 estações no total. Serão também 54 trens disponíveis a partir de 2016, com sistema automático, sem condutor, a exemplo do que está instalado na Linha 4-Amarela.
Há expectativa de atender 48 mil passageiros por hora, com promessa de redução drástica no tempo de viagem. Hoje o percurso de Cidade Tiradentes à Vila Prudente demora mais de duas horas. A Bombardier, com seu Innovia Monotrilho 300, assegura percorrer a mesma distância em 50 minutos.
As vigas de concreto, já colocadas em boa parte da linha, têm 60 metros de altura. As estações também ficarão em superfície. Segundo o governo do Estado, a metodologia permite a agilidade na obra, sem necessidade de desapropriação em massa ou perfuração do solo em larga escala. Em contrapartida, o monotrilho não oferece a mesma capacidade de transportar pessoas que o metrô.
De acordo com cálculos da Bombardier, a adoção de metrô convencional estenderia o projeto para mais de 2020, com previsão de dobrar os gastos.
Veículo é testado no Canadá e fabricado em Hortolândia
Com menos de 20 funcionários na linha de produção, a fábrica da Bombardier em Kingston, no Canadá, é responsável por todos os testes no modelo que será levado à licitação para a Linha 18-Bronze, que acolhe o Grande ABC.
A planta possui quatro pistas, com diferentes nivelações e inclinações, e compartimento para aferição de qualidade e impermeabilidade. Há também sistema de simulação de quebras, para verificar o comportamento do veículo em situações de emergência.
Toda a produção dos trens que estarão na Linha 15-Prata fica em Hortolândia, cidade próxima a Campinas. São 250 funcionários que atuam num espaço que demandou investimento de US$ 15 milhões da empresa.
A Bombardier afirmou estar munida para repor peças danificadas. Parte dos produtos será disponibilizada por fornecedores.
Amortecimento permite ir em pé, mesmo em curvas acentuadas
Em Kingston, a equipe do Diário andou no modelo de testes do Innovia Monotrilho 300. Numa área de 5.900 quilômetros quadrados, onde está instalada a planta de projeções da Bombardier, o monotrilho que pode chegar ao Grande ABC fez o percurso de ida e volta na pista por dez vezes, durante 20 minutos.
Ainda sem todos os acabamentos do carro – até porque equipamentos de testes estão à disposição dos funcionários, o que não estará aos passageiros –, o trem alcançou a marca de 78 km/h na reta e, em curva, chegou a 67,5 km/h. O sistema de suspensão permite que o passageiro consiga acompanhar a viagem em pé, sem sequer segurar em hastes de proteção, inclusive na curva.
Na parte interna há pouco espaço, em comparação ao metrô paulistano. Mas o monotrilho da Linha 15-Prata adotará a mesma fórmula da Linha 4-Amarela, em que a transposição de composições pode ocorrer internamente.
O barulho dos motores também incomoda, porém, a fabricante garantiu que o ruído será minimizado com sistema a ser instalado com o carro completo.
Responsável pela obra civil, a Queiroz Galvão disse que adotou sistema diferenciado na junção das vigas, o que deixará imperceptível a transição para quem utilizar o veículo.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

VLT de Santos



Pronunciamento dito pelo governador em 03/06/2013. O grifo é nosso, para mostrar que devido a previsão levantada através de estudos da EMTU, que dá um aumento populacional da região de baixada santista em 500.000 habitantes até 2025, já está existindo forte aumento da demanda por mais transportes na região e o sistema viário de Santos e São Vicente está a beira de um colapso, que acaba ocorrendo sempre no período de férias de fim de ano.
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Fonte: Logotipo da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo

"Esta é uma obra regional e metropolitana; [estamos] investindo no transporte coletivo de alta capacidade e qualidade, integrando com os demais modais", destacou o governador. Alckmin também autorizou a licença ambiental de Barreiros a Samaritá (não previsto no projeto inicial) na área continental de São Vicente e de Samaritá até Praia Grande.


Como o VLT pode aliviar o transporte no Brasil


Fonte: http://exame.abril.com.br/

VLT em cidade da França

São Paulo – Dá pra desatar o nó do transporte no Brasil? A solução para atender uma das demandas mais fortes e legítimas dos protestos que se espalham pelo país – o direito a um transporte público eficiente e de qualidade – pode passar longe do entendimento do senso comum, de “colocar mais ônibus e metrô nas ruas”, e se aproximar de algo como “colocar o bonde na rua e entrar nos trilhos”.
Versão moderna dos velhos bondes, os veículos leves sobre trilhos, mais conhecidos por VLTs, são considerados por especialistas uma alternativa mais barata e sustentável que outros meios de transporte coletivo como os ônibus e o metrô. Eles podem transportar até quatro vezes mais pessoas que o primeiro e custar metade do segundo.
“Os VLTs ainda dão uma impressão de melhoria ambiental imediata. A motorização elétrica os torna mais silenciosos e menos poluentes”, destaca o especialista em transporte público da UNB, Paulo Cesar Marques. Comparado aos BRT´s (Bus Rapid Transit), além da vantagem ambiental, os VLTs proporcionam controle mais automatizado (e menos dependente do motorista), o que pode garantir maior conforto.
Por suas vantagens, os VLTs já ajudaram grandes cidades do mundo a resolver seus problemas de mobilidade. A  França é um exemplo de país que adotou os netos dos bondes como instrumento de gestão urbana. Atualmente, dezoito cidades francesas têm pelo menos uma linha de VLT e até 2014 outras nove implantarão suas primeiras linhas.
A expansão de projetos de VLT também conduziu à revitalização urbana em torno das linhas. Um estudo do Ministério de Meio Ambiente da França indica que em 2009, 30% dos subsídios que o governo concedeu às comunidades para seus projetos de VLT foram dedicados à melhorias nas áreas atravessadas.
Projeto de VLT para o Rio de Janeiro
Rumo à Copa, cidades sobem nos trilhos

Com todos esses benefícios, você deve estar se perguntando por que o Brasil ainda não adotou em massa essa tecnologia. De acordo com o especialista da UNB, é tudo uma questão de oportunidade. “As cidades europeias que são exemplo de sucesso no uso de VLT nunca deixaram de ter bonde. É natural que houvesse uma evolução para algo mais moderno”, explica Paulo Cesar.
“Quando essa tecnologia ganha maior confiabilidade e boa imagem por suas vantagens ambientais, surgem condições pra que outras cidades possam adotá-la”, acrescenta. Aos poucos, o VLT desponta como solução para o transporte no país.

Monotrilho de Manaus

Fonte: Portal Amazonas

As obras do monotrilho têm nova previsão de início: a partir de agosto. A data, apontada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), indica um atraso se comparada com a garantia dada pelo coordenador da Unidade Gestora da Copa (UGP Copa), Miguel Capobiango, conforme adiantou o portalamazonia.com, em abril. Capobiango apontava o mês de julho para o início das obras. O sistema de transporte vai custar R$ 1,4 bilhão, com recursos do governos estadual e federal, além da Caixa Econômica Federal (Caixa).

A estimativa de Capobiango tinha como base a liberação de R$ 600 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que ainda estava em análise em Brasília. De acordo com a Seinfra, a Secretaria do Tesouro Nacional autorizou a liberação da dotação orçamentária necessária para implementação do projeto. No entanto, “alguns detalhes burocráticos ainda estão sendo resolvidos”, conforme informou o órgão por meio da assessoria de comunicação. Devido aos trâmites, a liberação de recursos junto à Caixa ocorre a partir de agosto.

Também é a partir de agosto que a Seinfra conta o prazo de 40 meses para que a obra seja concluída, portanto, não será usado durante a Copa do Mundo de Futebol, em 2014. Por enquanto, somente a prospecção e mapeamento do solo estão feitos. O serviço teve realização com georadar para identificar existência de tubulação de água, esgoto, gás natural, cabos telefônicos e linhas de fibra ótica.

A sondagem identificou, ainda, o tipo de solo onde as fundações serão assentadas, para que se dimensione a profundidade das estacas e o tipo de material a ser usado. A Seinfra informou que o processo está em andamento na Avenida Max Teixeira, na Cidade Nova, e que “estão bem adiantadas, praticamente na fase final”.

Estrutura
O monotrilho terá 20 quilômetros de extensão e deve reduzir o tempo de percurso entre a zona Leste e o Centro de Manaus a 25 minutos. O trajeto será da área que será chamada Eixo Norte-sul (desde o Centro de Manaus) até a zona Leste, no Terminal de Ônibus 4, no bairro Jorge Teixeira.

Com capacidade total para 900 passageiros, os vagões terão climatização e sistema de som e de combate a incêndio. A velocidade máxima do transporte será de 80 quilômetros por hora, embora sua velocidade de serviço, contando aceleração e frenagem entre uma estação e outra seja de 40 km/h.

Confira a lista das nove estações do monotrilho:
- Praça 15 de Novembro, na igreja Matriz;
- Avenida Constantino Nery, onde funciona o Terminal de Ônibus 1;
- Entrada do bairro de São Jorge, em relação à Avenida Constantino Nery;
- Em frente à Arena da Amazônia, onde acontecerá, em 2014, os jogos da Copa do Mundo de Futebol;
- Na entrada do Conjunto Santos Dumont;
- Bairro Manoa;
- Bairro Cidade Nova;
- Bairro Francisca Mendes;
- Bairro Jorge Teixeira, próximo ao Terminal de Ônibus 5.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Avaliação Comparativa das Modalidades de Transporte Público Urbano



http://www.ntu.org.br/novosite/arquivos/Fric_Kerin.pdf

Projeto Porto Maravilha - VLT

Fonte: Piniweb

            Rodrigo Louzas

Divulgação: Governo do Rio de Janeiro



VLT do Rio de Janeiro é a primeira obra de mobilidade urbana executada por PPP no Brasil


Com 28 km de extensão e seis linhas, sistema ligará os bairros da Região Portuária ao centro financeiro e ao Aeroporto Santos Dumont




A presidente Dilma Rousseff assinou na última terça-feira (18) o Termo de Compromisso para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) nas Áreas Central e Portuária do Rio de Janeiro, primeira obra de Parceria Público Privado (PPP) em mobilidade urbana do país. O investimento é de R$ 1,164 bilhão.

O VLT, com 28 km de vias, ligará os bairros da Região Portuária ao centro financeiro e ao Aeroporto Santos Dumont, passando pelas imediações da Rodoviária Novo Rio, Praça Mauá, Avenida Rio Branco, Cinelândia, Central do Brasil, Praça 15 e Santo Cristo. Ao todo, serão seis linhas de transporte.

A distância média entre as estações é de 400 metros. Cada composição comporta até 450 passageiros, e o tempo máximo de espera entre um trem e outro vai variar de 3 a 15 minutos, de acordo com a linha. A integração com outros meios de transportes - metrô, trens, barcas, BRT, redes de ônibus convencionais, teleférico e aeroporto - vai melhorar o trânsito da região central, reduzindo o fluxo de veículos.

Segundo a prefeitura do Rio de Janeiro, mudanças poderão acontecer no projeto. O empreendimento será executado pelo Consórcio VLT Carioca, formado pelas empresas Actua - CCR, Invepar, OTP - Odebrecht Transportes, Riopar, RATP e Benito Roggio Transporte. A previsão é de que a obra seja concluída em até 36 meses.