sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

VLT Anhanguera (Goiania)

Fonte : 


Está previsto para o dia 18 o lançamento do Edital de Licitação da obra do Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT Anhanguera. De acordo com o secretário de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia, Sílvio Sousa, o projeto básico já está pronto e contém 350 páginas com todos os detalhes da construção do novo transporte público de Goiânia, o qual apresenta capacidade três vezes maior do que a suportada atualmente pelo Eixo Anhanguera.

Sílvio afirma que o edital foi concluído no dia 24 de dezembro. Já no dia 27, a secretaria protocolou o documento no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e na Controladoria Geral do Estado (CGE), seguindo os trâmites legais previstos na Resolução n° 11.079. Nela está previsto que toda licitação, antes de ser lançada, deve ser protolocada na CGE. Após a publicação do edital, vence o processo quem oferecer a menor contraprestação ao Estado e o melhor serviço entregue à população.

Ainda de acordo com o secretário, o Estado já cumpriu todas as etapas que cabia a ele. “Nós já concluímos as fases legais. O Estado, até aqui, já cumpriu o seu papel. Agora, para a liberação do edital, ficamos no aguardo do parecer do TCE e da CGE, além da convocação da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC)”, disse. A implantação do VLT vai contar com a consultoria de empresas especializadas da França, Inglaterra e Alemanha, todas referência em suas áreas de atuação.

Projeto

O VLT Goiânia terá 13,6 km de extensão, 12 estações de embarque (contra 17 hoje existentes), cinco terminais de integração com outras linhas e ônibus e contará com 30 trens de transporte de passageiros, cada um com dois vagões acoplados.

O projeto também prevê rampas de acesso de máximo 7% de inclinação, facilitando o acesso de quem tem mobilidade reduzida. Os trens terão velocidade de 23,5 km/hora, diminuindo o tempo de espera para três minutos entre as viagens e contará com no máximo seis passageiros por metro quadrado.

Hoje, o Eixo tem 53 cruzamentos. No futuro, serão somente 35. Isso porque, segundo o secretário Sílvio Sousa, o excesso de cruzamentos dificulta o fluxo do trânsito. Serão 259 linhas, sendo 91% delas integradas, e um total de 20 milhões de passageiros. “Um dos fatores intrínsecos ao projeto é a preservação do poder atual, do modelo de concessão, de tarifa e de integração. Hoje, o modelo de integração da Região Metropolitana de Goiânia é um dos mais copiados e eficientes do País”, explicou Sílvio Sousa.

O novo modelo vai aumentar a velocidade comercial para 23,5 km/h; ampliar a capacidade de cada composição de 200 para 600 passageiros; reduzir de 53 para 35 os cruzamentos no percurso e headway operacional, que é o tempo de espera do veículo, de três minutos.

O projeto também inclui a reforma da Praça Cívica. Essa parte foi entregue à Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) para que seja feito o orçamento das obras. A principal mudança nessa área é sobre o paisagismo, como melhoria da iluminação, troca de piso (serão colocados antiderrapantes); área com espaço para lazer e convivência no lugar dos estacionamentos; construção de quiosques e de uma pista de ciclismo, dando continuidade à ciclovia da Avenida Universitária.

Orçamento

Em relação ao orçamento da obra, o secretário destacou que a execução está orçada em R$ 1,3 bilhão e será custeada por recursos públicos federais do PAC Mobilidade, e estaduais, através de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Explicou que o setor privado terá concessão de 35 anos e que não haverá o aumento da tarifa, que será a mesma dos ônibus em circulação na Capital.

Ilha da Fantasia

Se todos os cidadãos perante a constituição são iguais, então os senadores estão esperando o que para cancelar a lei que propicia a eles o 14 e 15 salário, sendo que boa parte da população não tem nem salário descente.
eufariassim


Fonte : Logo_noticias


Dois senadores devolveram, nesta sexta-feira (11), a ajuda de custo depositada pelo Senado Federal em dezembro, conhecida como 14º e 15º salário. Depois da polêmica com o benefício, Aécio Neves (PSDB-MG) e João Capiberibe (PSB-AP) depositaram o dinheiro na conta do Tesouro Nacional.  

Em maio de 2012, o Senado Federal aprovou, por unanimidade, o projeto de Decreto Legislativo que acaba com o 14º e 15º salários. Apesar de nenhum dos 81 senadores ter se manifestado contra, apenas 13 tinham renunciado ao benefício até a última quinta-feira (10).  

Com a polêmica, outros senadores estão abrindo mão e devolvendo o dinheiro. De acordo com a assessoria de imprensa do Senado, os senadores que decidirem podem devolver o dinheiro quando quiserem.    Aécio Neves e João Capiberibe já devolveram o dinheiro. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) informou à reportagem do R7 que já pediu ao gabinete para devolver o dinheiro.   

— Quando o gabinete me informou que recebi esse dinheiro, que eu votei contra receber, decidi doar para uma entidade social, mas depois achei melhor devolver.  

Leia mais notícias no R7

Além dos três, abriram mão do benefício os senadores Ana Amélia (PP-RS), Ana Rita (PT-ES), Antonio Russo (PR-MS), Cristovam Buarque (PDT-DF), João Capiberibe (PSB-AP), João Costa (PPL-TO), João Vicente Claudino (PTB-PI), Lindbergh Farias (PT-RJ), Pedro Taques (PDT-MT), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Waldemir Moka (PMDB - MS) e Walter Pinheiro (PT-BA).  

Atualmente, cada parlamentar recebe R$ 26,7 mil por mês, fora os benefícios como plano de saúde, cota para gastos de gabinete (que cobre a conta de telefone, correspondências, transporte etc.), além de passagens áreas.   A ajuda de custo que ficou conhecida como 14º e 15º salários é paga sempre no início e no final do mandato e custa R$ 4,3 milhões por ano ao Senado e outros R$ 27,3 milhões à Câmara dos Deputados.  





quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Grupo Anonymous





Anonymous quer que DDoS seja reconhecido como forma legal de protesto

Principal ataque utilizado pelo Anonymous para derrubar páginas na internet, o DDoS é classificado como uma atividade hacker ilegal e, portanto, criminosa. Mas o grupo de ativistas que mudar essa situação – e o primeiro passo é transformar esse método em uma forma válida de protesto.

Sob o argumento de que o DDoS nada mais é do que “pressionar o botão ‘Atualizar’ repetidas vezes”, o Anonymous criou um abaixo-assinado no site da Casa Branca (sim, é possível fazer isso por lá!) para arrecadar o maior número possível de adeptos e, quem sabe, chamar a atenção do governo para o caso.

A ideia é que os hackers presos acusados de ataques via DDoS sejam libertados e tenham qualquer menção ao crime apagada de suas fichas criminais. Até a publicação desta matéria, 1.125 pessoas haviam aderido à petição. Quer ajudar? É só clicar aqui (é necessário criar uma conta no site).




Rise Technical Recruitment Limited


A quem tem interesse em atuação externa
eufariassim


Fonte : Rise Technical Recruitment


http://www.risetechnical.co.uk/

Metrô de São Paulo - Linha 6

Fonte : 


O edital de licitação da futura Linha 6-Laranja do Metrô, que vai ligar o centro à zona norte da cidade, será lançado até o dia 31, segundo informou ontem o presidente do Metrô, Peter Walker. A expectativa, segundo ele, é de que as obras possam começar até agosto do ano que vem.

A linha é a primeira do Metrô cujo projeto executivo será feito por empresas particulares. A obra será uma Parceria Público-Privada (PPP) e o parceiro terá de fazer o projeto final, baseado nas informações que constam no edital e no projeto básico, já elaborado pelo Metrô.

Walker ressaltou, no entanto, que o prazo para início das obras depende da falta de ações judiciais contra o resultado da licitação - um contratempo comum em projetos de grande porte.
O projeto tem custo estimado em R$ 8 bilhões. A exemplo do que ocorreu na Linha 4-Amarela, que também é uma PPP, ela vai ser operada pelo parceiro privado - com a diferença de que a obra também será feita pelo parceiro. Ao Metrô, caberá supervisionar a obra e a operação da linha, que terá de cobrar o mesmo preço da passagem das demais linhas da rede.

A primeira fase da linha tem 13,5 km de extensão e 15 estações. A previsão é que, nessa etapa, ela transporte cerca de 640 mil passageiros diariamente. O plano do Metrô, ainda sem data exata definida, é que um outro ramal da linha seja construído na zona leste da cidade, chegando até Cidade Dutra e integrando com a Linha 2-Verde, que também está em fase de licitação para ampliação em direção a Guarulhos, na Grande São Paulo.

A Linha 6 é tida como uma das mais "difíceis" de serem construídas na cidade por ser totalmente subterrânea e passar por baixo do Rio Tietê. Os túneis terão até 60 metros de profundidade. Chamada de "linha das universidades", por conectar instituições como Faap, PUC e universidades da região da Avenida Liberdade, ela já foi alvo de protesto de moradores de Higienópolis, na região central, que não queriam estação no bairro.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

CVRD

Fonte : Valor Econômico


No fim de dezembro, um carro de som trafegava devagar pelo novo píer de embarque de minério de ferro no terminal marítimo de Ponta da Madeira, da Vale, na Baía de São Marcos, em São Luís, no Maranhão. O veículo transmitia informações de segurança aos 2,5 mil trabalhadores envolvidos nas obras no local. Poucos dias depois, o navio Ore Belo Horizonte, pertencente à Vale, fez o primeiro teste operacional no píer IV, como é conhecida a nova estrutura para atracar navios em Ponta da Madeira. A embarcação carregou 800 toneladas de minério em cerca de dez minutos.

A previsão é de que o primeiro dos dois berços do píer IV seja entregue para operação em março. Essa ponte de concreto, com os berços de atração e os respectivos equipamentos para carregar os porões dos navios, forma o elo final de uma cadeia logística que vai receber até 2017 investimentos de US$ 15,5 bilhões da mineradora. O investimento é estratégico para suportar, no mesmo período, o crescimento previsto de cerca de 80% na capacidade de produção de minério de ferro da empresa no Norte do país.

É o maior projeto de mineração em curso no mundo e a logística acompanha essa expansão, disse Zenaldo Oliveira, diretor de operações logísticas da Vale. O projeto citado por Oliveira inclui a ampliação da Estrada de Ferro de Carajás (EFC), que sai de Carajás, no Pará, e se estende por 892 quilômetros até chegar a São Luís; a construção de novos pátios para estocagem e movimentação de minério de ferro no complexo industrial de Ponta da Madeira, onde chegam os trens carregados, e a construção do píer IV no terminal offshore.

A expansão da logística na região foi dividida em duas etapas. A primeira fase contempla o investimento de US$ 4,1 bilhões em obras para aumentar a capacidade da EFC, dos pátios e do porto, em São Luís. Esses recursos vão permitir à área de logística da Vale acompanhar um primeiro salto, da ordem de 40 milhões de toneladas por ano, na produção de minério de ferro em Carajás (no sul do Pará). Nessa etapa, o objetivo da Vale foi assegurar uma capacidade de escoamento de 150 milhões de toneladas de minério de ferro por ano no norte, a partir do segundo semestre de 2014.

Hoje, a capacidade de escoamento do sistema norte da Vale é de cerca de 130 milhões de toneladas por ano. O projeto de expansão, chamado de Capacitação Logística Norte (CLN150), está praticamente concluído na parte de porto, mas ainda tem serviços de ampliação a serem feitos na EFC. O início da operação deste projeto está previsto para março, quando o berço sul do píer IV começará a operar. Em uma segunda fase, haverá investimentos no berço norte.

A segunda fase da ampliação da capacidade logística norte da Vale está ligada ao projeto S11D, na Serra Sul de Carajás, que vai acrescentar 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano à produção da mineradora no Pará, a partir de 2017. Com este segundo projeto, a capacidade total de produção da Vale no norte deve chegar a 230 milhões de toneladas por ano daqui a quatro anos. Estão previstos investimentos de US$ 11,4 bilhões no CLN do S11D. Os dois projetos logísticos no sistema norte da Vale somam US$ 15,5 bilhões em investimentos. Na produção, na Serra Sul de Carajás, vão ser investidos mais US$ 8 bilhões.

Em recente entrevista ao Valor, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, deixou claro que para tirar esses projetos do papel a empresa terá que apertar o cinto e cortar custos. A Vale também vem vendendo ativos que não fazem parte do negócio principal da empresa, como é o caso dos blocos exploratórios de petróleo e gás. Ferreira previu que só o projeto do S11D vai empregar, na fase de obras, 30 mil pessoas. É um número maior do que o utilizado, no pico das obras, em julho de 2011, na usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, quando o contingente empregado atingiu 20 mil trabalhadores.

Quando entrar em operação, o novo projeto de mineração da Vale deverá criar três mil empregos diretos e seis mil indiretos, previu Ferreira. Hoje, entre obras da ferrovia e do porto, há 13.574 trabalhadores em canteiros de obras da Vale no sistema norte. E o pessoal empregado nas operações existentes, entre funcionários próprios e de terceiros na ferrovia e no porto na região norte, supera os dez mil postos de trabalho.

Humberto Freitas, diretor-executivo de logística, exploração mineral e tecnologia da Vale, disse que o projeto de Capacitação Logística Norte do S11D deverá ser submetido à aprovação do conselho de administração da Vale ainda este mês. Freitas afirmou que os US$ 11,4 bilhões a serem investidos em logística para escoar a produção de Serra Sul consideram US$ 1,26 bilhão em material rodante, incluindo a compra de vagões e locomotivas.

Na EFC, devem ser investidos US$ 7,6 bilhões. Serão construídos quase 50 viadutos e grande parte dos 56 pátios para manobra e estacionamento dos trens - comboios de 3,5 quilômetros e 336 vagões - serão ampliados. No porto, em Ponta da Madeira, os investimentos alcançam US$ 2,5 bilhões. Esses investimentos se somam aos realizados na primeira fase do projeto logístico.

O terminal marítimo conta com dois píeres em operação para o embarque de minério e a Vale arrenda ainda um berço, cujo contrato vence em 2013, no porto vizinho do Itaqui. Freitas nega que, com o píer IV, Ponta da Madeira esteja chegando ao limite de capacidade como porto: Não posso dizer isso [que a capacidade do terminal com o novo píer tenha chegado ao limite]. Um novo píer [de número V] está demandando estudos técnicos profundos, afirmou. As variações de maré na Baía de São Marcos são, porém, um desafio para a construção de mais um píer no local.

Outra possibilidade de expansão portuária para a Vale no norte do país, a médio prazo, é a construção do porto de Espadarte, no Pará. É uma possibilidade que está em estudo preliminar, na fase de análise ambiental, disse Freitas. O executivo citou o fato de a Vale ter conseguido mais de 100 licenças ambientais em 2012, o que permite dar continuidade às operações e garante as expansões. Os projetos logísticos do sistema norte da Vale obtiveram licenças prévia e de instalação, disse Freitas. Segundo ele, o ramal ferroviário que vai ligar a EFC à Serra Sul (ver matéria nesta página) conta com licença prévia e tem expectativa de receber a licença de instalação em abril.

Na área do complexo industrial de Ponta da Madeira, estão sendo criadas novas áreas de pátios para armazenar e movimentar o minério de ferro adicional que chegará pelos trens desde Carajás para ser embarcado nos navios. Dentro do complexo da Vale, em São Luís, vão surgir duas novas áreas de pátios: uma do CLN 150, com 250 hectares, e outra, com 500 hectares, para o CLN S11D. Esses pátios somam 750 hectares, área 83% maior do que o bairro de Copacabana, na zona sul do Rio, que tem 410 hectares.

A Vale informou que as obras de terraplenagem dos pátios do S11D devem começar em junho. Os projetos logísticos da Vale no norte possuem obras civis que atendem a ambos os empreendimentos, como é o caso das caixas dos novos viradores de vagão (máquinas que descarregam de forma automatizada o minério dos vagões). Nos pátios em operação, a capacidade de recuperação (movimentação) de minério é de 56 mil toneladas por hora.

Com o CLN 150, serão acrescidos 16 mil toneladas por hora de capacidade nos pátios, elevando a capacidade total para 72 mil toneladas por hora, a partir de 2014. E com o S11D serão acrescidos mais 16 mil toneladas por hora de capacidade de pátio, chegando a 88 mil toneladas por hora em 2017. No porto, a capacidade de embarque de minério nos píeres um e três de Ponta da Madeira chega, no total, a 40 mil toneladas por hora. Com o píer IV, em suas duas fases (berços sul e norte), serão acrescentadas 32 mil toneladas, disse José Roberto Diniz, líder-executivo do Programa Capacitação Logística Norte para as obras no porto. Portanto, a capacidade de embarque no terminal de Ponta da Madeira vai chegar a 72 mil toneladas por hora a partir de 2017. A primeira fase dessa expansão no porto começa em março com o início da operação do píer IV.

Mineradora vai cercar 101 quilômetros da Ferrovia Carajás

A Vale tem planos de cercar os 101 quilômetros do ramal ferroviário que vai construir para ligar a Estrada de Ferro de Carajás (EFC) ao projeto S11D, nova área de produção de minério de ferro da empresa, na Serra Sul de Carajás. O cercamento da faixa de domínio da ferrovia deve se estender também a outros trechos dos 892 quilômetros da EFC, alvo constante de invasões que paralisam o transporte do minério escoado para exportação pela região norte do país.

Zenaldo Oliveira, diretor de operações logísticas da Vale, confirmou que o ramal ligando a EFC ao S11D será cercado e que a empresa estuda ainda cercar trechos existentes da ferrovia. Nos trechos operacionais, a Vale deverá negociar o cercamento com prefeituras e associações locais. Mas não é só cercar. Também estamos fazendo viadutos e trabalhamos questões sociais com governo e comunidades, disse Oliveira.

Serão construídos 45 viadutos na EFC dentro da expansão da ferrovia que terá a capacidade praticamente duplicada para atender ao crescimento da produção de minério de ferro de Carajás com o S11D. A construção dos viadutos será importante para dar mais fluidez ao tráfego em comunidades da área de influência da EFC. Em 2012, houve uma invasão de indígenas que paralisou a EFC por alguns dias. Nos últimos anos, a ferrovia tem sofrido invasões e protestos feitos por grupos que, muitas vezes, não têm demandas diretas em relação à mineradora, mas buscam pressionar o governo em relação a outros temas.

Em média, chegam 12 trens por dia carregados com minério de ferro no complexo industrial de Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão, por onde o produto é embarcado em navios para o mercado externo. Esse número de trens vai dobrar com a produção do S11D. O crescimento na demanda também leva a Vale a buscar inovações para melhorar a produtividade e reduzir custos operacionais da malha.

Oliveira citou, por exemplo, estudos para operar locomotivas com gás natural. A Vale testou o uso de biodiesel e agora a ideia é ter locomotivas rodando a gás natural. O projeto está em fase inicial, mas há protótipo a gás operando na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que escoa a produção de minério de ferro de Minas Gerais exportada via Vitória, no Espírito Santo.

O executivo citou outro estudo que consiste em utilizar dormentes de plástico, que estão sendo testados em trecho da EFC. Precisamos fazer uma observação [do material] ao longo de anos para ver os resultados, disse Oliveira. A Vale vem substituindo os antigos dormentes de madeira por peças de concreto e de aço na EFC e na EFVM. Outra inovação é o uso de uma máquina que renova a linha férrea substituindo brita, dormentes e trilhos de forma automatizada. A máquina é capaz de trocar 1,5 quilômetro de linha em 12 horas.

Everardus Pouw, gerente-geral de operações da EFC, mencionou outra inovação, o uso do freio elétrico-pneumático, que melhora a frenagem dos trens. Em Carajás, a Vale incorporou, há alguns anos, comboios com 336 vagões para o transporte de minério. É o maior trem do mundo em operação regular, disse Pouw. O comboio se estende por 3,5 quilômetros. Com o freio elétrico-pneumático, a composição freia ao mesmo tempo e evitam-se choques, aumentando a vida útil dos vagões. Hoje o sistema de freio da composição funciona a ar, o que resulta em maiores choques entre os vagões.

A Vale também incorporou um sistema de engate de locomotivas em movimento para auxiliar na tração em trecho de subida da EFC, entre Marabá (PA) e Açailândia (MA). O mecanismo é conhecido como helper dinâmico e está há três anos em operação. Antes era preciso parar o trem e engatar duas locomotivas extras que ajudam a empurrar o comboio. Com o novo sistema, a locomotiva persegue o trem em movimento e, sem o auxílio do maquinista, a máquina se conecta em movimento ao último vagão reforçando a tração do comboio. Ganhamos 900 litros por trem e economizamos uma hora no percurso, o que gera mais produtividade, disse Pouw.

Programa tenta atrair fornecedor para região

Em Bacabeira, na grande São Luís, a Alusa Engenharia e a americana Rocla investiram R$ 45 milhões para montar uma fábrica com capacidade de produzir 400 mil dormentes de concreto por ano. Esses dormentes são usados nas ferrovias da Vale. A fábrica tem previsão de duplicar a capacidade com um investimento adicional de cerca de R$ 25 milhões, disse Guilherme Godoy, presidente da Cavan Rocbra, sociedade entre a Alusa e a Rocla.

A expansão da unidade de produção de dormentes em Bacabeira depende, porém, de uma sinalização da Vale em relação à demanda futura de dormentes. A Cavan Rocbra se instalou no Maranhão a partir de um trabalho de atração de fornecedores feito pela Vale. A mineradora tem interesse em atrair para a região empresas que fornecem bens e serviços para os seus projetos de expansão no Norte do país.

Godoy disse que a Cavan Rocbra tem contrato para fornecer 740 mil dormentes para a Vale com uma opção que pode levar a encomenda para 3,25 milhões de peças. Se a opção for confirmada, haverá necessidade de expandir a capacidade da fábrica, disse Godoy, que também é vice-presidente da Alusa Engenharia.

O executivo afirmou, no entanto, que a mão de obra tem sido um problema para as empresas que se instalam no Maranhão. Ele disse que é preciso investir em treinamento, mas diversos projetos de investimento em curso no Estado têm provocado alta rotatividade de trabalhadores. Estamos trabalhando em um plano de incentivo de retenção de mão de obra, afirmou. A ideia da Cavan Rocbra é oferecer prêmios que estimulem a permanência dos funcionários.

A Vale informou que mais de 85% dos trabalhadores empregados nos canteiros de obra da empresa na região, entre projetos de ferrovia e porto, incluem mão de obra local. José Roberto Diniz, líder-executivo do Programa Capacitação Logística Norte da Vale para as obras de porto, disse que a empresa fez um programa de treinamento em diversos municípios para funções como pedreiro, carpinteiro e eletricista. É um treinamento que transcedente a implantação do projeto [da Vale], disse. Por esse conceito, parte da mão de obra qualificada pela Vale para os projetos da empresa poderá ser aproveitada, no futuro, para empreendimentos de outras companhias.

Augusto Cesar Maia Araujo Junior, secretário-adjunto da Secretaria do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Maranhão, reconheceu que a qualificação da mão de obra é um desafio, mas afirmou: Não temos nos omitido. O governo do Estado tem tentando minimizar o problema [da mão de obra] por meio de cursos em parceria com universidades e institutos técnicos. É interesse do Estado que o emprego fique aqui [no Maranhão].

Metrofor

Fonte : 


Em 2012, a expectativa era de que a Linha Sul do Metrô de Fortaleza (Metrofor), que liga Pacatuba ao Centro da Capital, ficasse totalmente pronta até dezembro. Porém, agora, esse prazo foi estendido até o fim de fevereiro ou inicio de março. Os dois meses de atraso são devido à demora da construtora responsável pela execução das obras das estações José de Alencar e Chico da Silva, no Centro.

De acordo com a assessoria de comunicação do Metrofor, as obras das duas estações que receberão os passageiros sofreram atrasos corriqueiros que são considerados normais. Além disso, o percurso dessa linha está sendo eletrificado. Por causa disso é necessário parar a obra para que não aconteça nenhum acidente. Esse foi mais um motivo para o atraso ser ainda maior.

Outro problema é que esse trabalho de eletrificação do percurso atrasou a manutenção preventiva, que está sendo realizado desde o último dia 24 quando a operação assistida foi paralisada nas estações que já estão devidamente prontas.

A assessoria acrescentou que a obra civil das duas construções já está mais de 90% adiantada. Dessa forma, a expectativa é de que tudo seja concluído até o inicio do mês de março. Essa também é a data em que o contrato com a construtora responsável pelas obras chegará ao fim.

Já as estações Juscelino Kubitschek e Padre Cícero, nos bairros Montese e Porangabussu, respectivamente, serão inauguradas somente em 2014, pois, hoje, estão com apenas 20% da produção concluída. Os dois equipamentos não estavam previstos no projeto original e foram incluídos devido a realização dos jogos da Copa do Mundo 2014 em Fortaleza.

Operação comercial

A operação comercial do metrô de Fortaleza deverá iniciar no meio do ano, informou a assessoria. Até agora, o órgão classifica a operação assistida como excelente. As pessoas quem moram ou trabalham próximo as obras da estação José de Alencar não acreditam que até março ela estará pronta para receber os passageiros. "Até agora estou achando essa construção muito lenta. Por isso, não acredito que ficará pronta tão rapidamente", disse o autônomo George Viana.

Para ele a inauguração do equipamento será um verdadeiro sonho realizado. "Faz tanto tempo que a gente houve falar nessas obras que nem acredita que vai ter o metrô tão perto de casa", comentou o autônomo.

Atualmente, a Linha Sul tem funcionado somente até a estação São Benedito, que fica entre a Avenida Tristão Gonçalves e a Rua Clarindo de Queiroz, inaugurada no dia 24 de outubro do ano passado. A Linha, que terá 20 estações, receberá total de 20 trens, que formarão dez composições de 80 metros, cada. O investimento do percurso total na está orçado em R$ 1,7 bilhão.

Estimativa

90% das obras das estações José Alencar e Chico da Silva, no Centro, já estão prontas, segundo o Metrofor. O trecho faz parte da Linha Sul do Metrô de Fortaleza.