domingo, 30 de junho de 2013

VLT de Cuiabá

Fonte: MidiaNews
LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO


Consórcio inicia construção de ponte sobre o Rio Cuiabá

O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande deu início aos preparativos para a construção de mais uma ponte sobre o Rio Cuiabá. 

Desta vez, ao lado da antiga Ponte Júlio Müller - no bairro do Porto -, que liga a Avenida XV de Novembro, na Capital, à Avenida da FEB, em Várzea Grande.

Essa já é a sétima frente de serviços para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Grande Cuiabá. A previsão é de que a obra seja concluída dentro de oito meses - ou seja, até fevereiro de 2014.

Cerca de 30 operários já trabalham no local em serviços ligados às obras civis e de meio ambiente, como o estudo de resgate arqueológico no Muro de Barão de Melgaço (localizado no lado direito da ponte, no sentido Cuiabá-Várzea Grande).

Operários também atuam na limpeza do local para a construção de toda a estrutura para trânsito de máquinas e trabalhadores no local.

Passarela será usada para a passagem de máquinas e trabalhadores

Chamada de “ponte branca”, a passarela de madeira erguida sobre a lâmina d’água será usada para passagem de máquinas e equipamentos, durante a execução da infraestrutura (fundação) da ponte. A fundação será executada com tubulões.

Finalizada a infraestrutura, o consórcio dará início à etapa de mesoestrutura, quando são construídos pilares para sustentação das vigas travessas.

As vigas pré-moldadas e o plano de pista (tabuleiro) serão executados em seguida, durante a fase de superestrutura.

Segundo informações do consórcio, a obra não irá causar interferências no trânsito, mas só devem ser aceleradas quando o resgate arqueológico for concluído, o que deve ocorrer dentro de 50 dias.

Durante essa etapa, a equipe de engenharia de produção já trabalha na execução de atividades para a edificação da ponte, que terá grande parte da estrutura feita com materiais pré-moldados, o que garante a celeridade da obra.

A obra

A ponte terá 350 metros de extensão e será construída do lado direito da ponte já existente – e que hoje serve ao fluxo que segue de Várzea Grande para Cuiabá.

Vale ressaltar que a Ponte Júlio Müller atualmente é formada por duas estruturas independentes, postadas uma ao lado da outra.

A nova ponte será usada para o tráfego de veículos que seguem no sentido Várzea Grande-Cuiabá.

Já a ponte central servirá para a passagem exclusiva do VLT, tendo a sua estrutura ajustada para implantação da via permanente para passagens dos trens. A faixa ocupada pela via permanente ao longo de todo o trecho é de oito metros de largura.

Após a conclusão da passarela, as obras de fundação terão início

A ponte que hoje é utilizada por quem segue de Cuiabá para Várzea Grande continuará com o mesmo sentido e também receberá reforço.

O VLT


O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande é formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda.

As empresas são responsáveis pela implantação do VLT ao longo dos canteiros centrais das avenidas Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA), Coronel Escolástico, Fernando Corrêa da Costa, XV de Novembro e FEB.

O VLT foi licitado pela Secopa em maio de 2011. O contrato, no valor de R$ 1,477 bilhão, foi assinado pelo Estado com o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande.

Ao longo dos 22,2 km de trajeto do VLT, estão previstas as construções de cinco viadutos, quatro trincheiras e três pontes.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

CPTM - Resultado de Licitação


Fonte: ABIFER


Consórcio IESA – Hyundai Rotem e CAF Brasil vencem licitação da CPTM


Consórcio IESA – Hyundai Rotem e CAF Brasil venceram a licitação da CPTM para a fabricação de 65 trens, constituídos de oito carros cada, totalizando 520 carros. Segue o comunicado, na íntegra, publicado no site da CPTM: 

AVISO DE JULGAMENTO 

CONCORRÊNCIA Nº 8085132011 Processo Nº 8085132011 

Objeto: SERVIÇOS DE PROJETO E FABRICAÇÃO DE 65 (SESSENTA E CINCO) TRENS, CONSTITUÍDOS DE 8 (OITO) CARROS CADA, TOTALIZANDO 520 (QUINHENTOS E VINTE) CARROS, PARA AS LINHAS DA COMPANHIA PAULISTA DE TRENS METROPOLITANOS – CPTM 
HABILITADOS: 

LOTE 1 
• CONSÓRCIO IESA - HYUNDAI ROTEM, composto pelas empresas: IESA DISTRIBUIDORA COMERCIAL S/A e HYUNDAI ROTEM COMPANY; 
• CAF BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A.; e 
• CHANGCHUN RAILWAY VEHICLES CO., LTD. 

LOTE 2 
• CAF BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A.; 
• CONSÓRCIO IESA - HYUNDAI ROTEM, composto pelas empresas: IESA DISTRIBUIDORA COMERCIAL S/A e HYUNDAI ROTEM COMPANY; e 
• CHANGCHUN RAILWAY VEHICLES CO., LTD. 

VENCEDORES: 

LOTE 1 
• CONSÓRCIO IESA - HYUNDAI ROTEM, composto pelas empresas: IESA DISTRIBUIDORA COMERCIAL S/A e HYUNDAI ROTEM COMPANY. 

LOTE 2 
• CAF BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A. 

Os autos do processo estão com vista franqueada aos interessados na Gerência de Contratações e Compras - GFC, localizada na Rua Boa vista nº 175 - Bloco A - 5º andar - Centro - São Paulo/SP, em dias úteis, nos horários das 08:30 às 11:30 e das 13:30 às 16:30 horas. 

(Conforme publicação realizada no DOE, caderno empresarial em 22/06/13) 

TAV - Rio - São Paulo

Fonte: O Estado de São Paulo

O governo vai aumentar a rentabilidade e mudar o critério de escolha do vencedor do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV), informou, na quinta-feira, 27, o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. Com isso, a data de entrega das propostas dos interessados, que é 13 de agosto, deverá ser adiada em alguns dias. Porém, a intenção até o momento é manter o anúncio do resultado do leilão para 19 de setembro.
A Taxa Interna de Retorno (TIR), atualmente em 6,32%, vai aumentar, mas o número ainda está sendo definido pelo Ministério da Fazenda, segundo Figueiredo. No mercado, fala-se em algo na casa dos 8% a 8,5%. Com isso, o valor da outorga pelo direito de explorar o serviço, atualmente estimado em R$ 27,6 bilhões, vai cair algo como R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões.
Além disso, o governo vai mudar o critério de escolha do vencedor do leilão. Atualmente, ganha quem oferecer maior outorga, combinada com a economia que o operador fará na instalação da infraestrutura para operar o serviço. Quanto maior a economia, maior a pontuação. A outorga responde por 70% da nota e a infraestrutura, por 30%.
QUESTIONAMENTO
Porém, o governo desistiu do segundo critério, de forma que agora só o maior valor de outorga definirá vencedor. A mudança ocorreu porque a economia em infraestrutura foi questionada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que queria garantias sobre a mensuração dos ganhosprometidos.
Figueiredo reconheceu que esse quesito tinha fragilidades. Poderia ocorrer, por exemplo, de uma empresa ganhar o leilão e depois a economia não se concretizar. Nesse caso, a segunda colocada poderia ver motivos para questionar o resultado do certame.
CANALETAS
Nos bastidores, comenta-se que essa mudança poderá prejudicar os japoneses, que tinham como um diferencial de competição a construção de túneis menores. Isso porque eles utilizam uma só canaleta para que os passageiros deixem o trem no caso de ele parar, ao passo que os europeus utilizam duas. Figueiredo disse que essa desvantagem não necessariamente ocorrerá, pois o projeto envolve muitas outras variáveis.
O presidente da EPL acredita que a elevação da TIR atrairá mais investidores do exterior. Se hoje eles estão restritos aos países interessados em fornecer o serviço e a tecnologia, além devender equipamentos, a rentabilidade mais elevada poderá despertar o interesse de investidores financeiros.
CONSTRUÇÃO
O governo estuda mudar também a segunda fase de licitação, que era a contratação da construção da linha e das estações. Atualmente, a ideia é fazer uma concessão, na qual o construtor terá o direito de explorar a parte não operacional das estações e o entorno. Agora, a ideia é contratar a construção como obra pública. Essa alteração, porém, ainda está em análise.
LICITAÇÃO INTERNACIONAL
Pelo novo desenho, o governo se encarregaria de fazer a linha, que tem 511 km. Para isso, seria feita uma licitação internacional para a construção de aproximadamente 10 trechos. Figueiredo avalia que assim a obra andará mais rápido. Porém, serão necessárias precauções para garantir que as construtoras tenham fôlego para entregar a obra no prazo previsto, evitando assim a repetição do que ocorre, por exemplo, na norte-sul.
A exploração comercial das estações e do entorno delas seria feita a partir de concessões específicas. Estudo do BNDES indica que ela poderá gerar negócios entre R$ 5 bilhões em R$ 10 bilhões. Segundo Figueiredo, a EPL vai formar sociedades de propósito específico (SPEs) com as prefeituras das cidades onde haverá paradas do trem-bala. Essas SPEs, por sua vez, vão licitar as estações e seu entorno. O concessionário poderá explorar a parte não operacional das estações, além de construir nas áreas vizinhas.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Toshiba

Fonte: 

A empresa japonesa Toshiba fornecerá os sistemas elétricos para a rede de trens do metrô do Rio de Janeiro, um pedido estimado em 6 bilhões de ienes (R$ 2,7 bilhões), informou nesta quinta-feira a companhia. Concretamente, a Toshiba será responsável por instalar os sistemas de propulsão, as redes elétricas auxiliares e os sistemas de acompanhamento de um total de 60 trens.

O pedido, realizado pelo consórcio China National Machinery que se encarrega das obras do metrô carioca, será entregue entre setembro de 2013 e dezembro de 2014, segundo comunicado emitido hoje pela Toshiba. A modernização do sistema de metrô é uma das prioridades nas duas maiores cidades do país - São Paulo e Rio de Janeiro - para "aliviar os frequentes engarrafamentos", detalhou a Toshiba.

O Brasil é um dos principais mercados para o fabricante japonês, que até o momento participou na instalação do equipamento elétrico de 50 trens do metrô do Rio de Janeiro, nos quais instalou sistemas de luz, ar condicionado e motores de tração de baixo consumo. Além disso, em meados de maio anunciou o início das operações em uma nova fábrica para produzir transformadores elétricos na cidade de Betim em Minas Gerais.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Análise do TCU pode atrasar concessões


Fonte: O Estado de S. Paulo

Prioridade do governo Dilma Rousseff para destravar investimentos em infraestrutura, as licitações das concessões rodoviárias podem sofrer atrasos no Tribunal de Contas da União (TCU), responsável por avaliar a viabilidade dos projetos e aprová-los. Técnicos do órgão dizem não ser possível assegurar que todas as análises necessárias sejam feitas até o fim de julho, prazo previsto pelo Planalto para lançar os editais.

O governo enviou recentemente estudos com o detalhamento dos projetos, que demandam avaliação complexa, segundo os técnicos. "O prazo é apertado", resume um dos responsáveis pelo trabalho, ponderando, contudo, que houve reforço de pessoal e as licitações têm sido tratadas com prioridade.

Concluídas as análises, a área técnica enviará relatórios ao ministro relator, Walton Alencar, a quem caberá produzir voto e pautar os processos para julgamento em plenário. Se aprovadas, as concessões podem ser levadas adiante pelo governo.

Questionado, Walton disse que não acredita em atrasos.

O ministro dos Transportes, César Borges, assegurou que o cronograma está mantido e disse que, para evitar surpresas, o governo tem acompanhado diariamente as análises do TCU, na tentativa de dirimir dúvidas e fazer ajustes necessários.

O pacote de concessões prevê a duplicação de mais de 7 mil quilômetros de rodovias, com investimentos de R$ 42 bilhões, e é visto como um dos elementos que vão favorecer o crescimento nos próximos anos.


Mais R$ 91 bilhões estão previstos para as concessões de 10 mil quilômetros de ferrovias.
O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse que o quadro mudou, em função da política monetária dos EUA. Mas avaliou que isso não deverá afugentar interessados. "As concessões atraem investidores com foco muito definido", disse. "O investimento em bolsa é um, o de longo prazo, é outro." Ele minimizou o efeito da decisão do governo paulista de não autorizar o reajuste do pedágio. "O equilíbrio contratual foi mantido", afirmou, acrescentando que, após reunião com 30 investidores interessados em ferrovias, "eles não pareciam desanimados".

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, disse que não percebeu redução de interesse de potenciais investidores nas concessões de aeroportos.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Recursos parados

Fonte: Valor Econômico

Governadores e prefeitos que se reuniram ontem com a presidente Dilma Rousseff estão deixando bilhões de reais em verbas carimbadas para investimentos em transporte público sem absolutamente nenhum uso. O dinheiro está previsto no PAC Mobilidade Urbana - Grandes Cidades, que foi detalhado em abril de 2012, contemplando 44 projetos de transporte coletivo de média ou alta capacidade. Quase nada saiu do papel, demonstrando que a incapacidade das autoridades em elaborar projetos tem sido mais prejudicial para o andamento das obras do que a alegada falta de recursos para executá-las. 

A construção ou a ampliação de linhas de metrô em cidades como Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Salvador estão com recursos parados no Ministério das Cidades à espera da apresentação dos projetos de engenharia e da licitação das obras. 

A situação de paralisia também atinge os planos de novos veículos leves sobre trilhos (VLTs) ou corredores exclusivos de ônibus em cidades como Campinas, João Pessoa, Maceió, Recife, São Bernardo do Campo e Teresina. 

Há pouco mais de um ano, Dilma anunciou a seleção de projetos habilitados no PAC, que totalizavam R$ 32,8 bilhões. Estados e municípios são obrigados a entrar com uma contrapartida, mas a maior parte viria diretamente da União: R$ 12,1 bilhões em financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF), a taxas de juros subsidiadas, e outros R$ 10,2 bilhões em repasses a fundo perdido. É dinheiro do orçamento federal que não precisa de devolução. O programa impôs um prazo máximo para a contratação dos recursos: 18 meses. Esse prazo se esgota em 30 de outubro. 

Dos R$ 10,2 bilhões de repasse da União, conforme informou o Ministério das Cidades em resposta a um pedido do Valor por meio da Lei de Acesso à Informação, menos de 7% foram contratados. Isso significa que há pelo menos R$ 9,5 bilhões parados no ministério. O financiamento da CEF, que tem como base os recursos disponíveis no FGTS, também está praticamente intocado: apenas 16,2% já têm uso garantido pelos governadores e prefeitos. 

Dos 44 projetos selecionados, somente cinco percorreram os caminhos exigidos pela União para tomar os recursos oferecidos pelo governo federal: o BRT Transbrasil (no Rio de Janeiro), o VLT da área central e da região portuária (também no Rio), o Expresso Sul do Distrito Federal, um corredor exclusivo de ônibus em Manaus e um BRT em Belém. 

A letargia das administrações estaduais e municipais continua a ser explicada por velhos problemas que acometem as obras públicas. Um dos casos que demonstram as trapalhadas das autoridades é o projeto do metrô de Porto Alegre, com 14,8 quilômetros de extensão e 13 estações. 

Anunciado em 2011, o projeto foi orçado em R$ 2,4 bilhões e continua no papel, sem nenhum avanço concreto. A obra entrou no PAC Mobilidade e recebeu a garantia de um aporte de R$ 1 bilhão diretamente do orçamento federal, além de financiamento da CEF. A própria presidente Dilma Rousseff, quando visitou a capital gaúcha em abril, cobrou mais agilidade do prefeito José Fortunati (PDT). Mas o puxão de orelha teve pouco efeito prático. 

Após meses de idas e vindas em torno do projeto de engenharia do metrô, a prefeitura voltou à estaca zero, ao descartar os estudos apresentados pelo consórcio formado pela Invepar e pela Odebrecht Transport. Os estudos indicavam um custo superior a R$ 9 bilhões porque previam a utilização de "tatuzões" para escavar os túneis, em vez de trincheiros a céu aberto. Insatisfeita, a prefeitura lançou uma convocatória para a apresentação de novos projetos. O detalhe é que a equipe de Fortunati jamais havia deixado claro anteriormente que havia restrição ao uso dos "tatuzões". Como os critérios não estavam claros, o cronograma atrasou e a licitação para as obras do metrô não saem antes de 2014. 

O Ministério das Cidades também aguarda, até outubro, a entrega dos estudos de viabilidade técnica e econômica da primeira linha do metrô de Curitiba. Tudo indicava que a licitação da obra ocorreria em 2013, mas o prefeito Gustavo Fruet (PSDB) decidiu revisar o projeto assim que tomou posse, em janeiro. Ele resolveu continuar tocando o projeto do metrô, mas perdeu um tempo precioso e agora corre para ter os estudos prontos a tempo de não perder os recursos dados pelo governo federal. A obra, orçada em R$ 3 bilhões, tem R$ 1 bilhão de verbas da União e mais R$ 750 milhões de financiamento da CEF. 

Projetos tocados por administrações petistas, como a do governador Agnelo Queiroz no Distrito Federal, também viajam em ritmo bastante lento. A ampliação e modernização do metrô de Brasília, em que a União bancaria a fundo perdido R$ 630 milhões dos R$ 700 milhões previstos nas obras, ainda aguarda a conclusão dos projetos de engenharia. Com isso, a construção de mais quatro estações e a chegada do metrô à Asa Norte não têm data certa para sair do papel e só com muita sorte haverá obras no governo Agnelo. 

A situação mais penosa envolve prefeituras como São Bernardo do Campo e Campo Grande, que nem sequer contrataram projetos para as obras de mobilidade com recursos previstos no PAC.

Ferrovia Belo Horizonte MG - Candeias BA

Fonte: ANTT

A Superintendência de Infraestrutura e Serviços de Transportes Ferroviário e Cargas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abriu a Tomada de Subsídio nº 15/2013 para colher contribuições e informações adicionais à discussão dos estudos do projeto da ferrovia entre Belo Horizonte/MG-Candeias/BA, na região metropolitana de Salvador. 

As contribuições podem ser enviadas por meio eletrônico até 19 de julho através do endereço ou pelo correio para SCES, Lote 10, Trecho 03, Projeto Orla – Polo 08 – Brasília/DF – CEP 70200-003. 

Esse trecho ferroviário, com 1.419 km, integra o Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado pelo governo no ano passado. A ferrovia vai cortar 52 municípios, sendo 27 em Minas Gerais e 25 na Bahia. 

Em Minas, os trilhos passarão por Capitão Eduardo, Santa Luzia, Vespasiano, São José da Lapa, Pedro Leopoldo, Matozinhos, Prudente de Morais, Sete Lagoas, Araçaí, Cordisburgo, Curvelo, Corinto, Augusto de Lima, Buenópolis, Joaquim Felício, Bocaiúva, Engenheiro Navarro, Glaucilândia, Montes Claros, Francisco Sá, Capitão Enéas, Janaúba, Verdelândia, Pai Pedro, Gameleiras, Espinosa. 

Na Bahia, serão os municípios de Sebastião Laranjeiras, Urandi, Pindaí, Candiba, Guanambi, Manoel Vitorino, Barra da Estiva, Iramaia, Maracás, Marcionílio Souza, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Itatim, Santa Teresinha, Castro Alves, Rafael Jambeiro, Ipecaetá, Antônio Cardoso, Feira de Santana, Anguera, Conceição do Jacuípe, Santo Amaro, Amélia Rodrigues, São Sebastião do Passé, Candeias. 

A ferrovia terá bitola de 1,60 m, o que permitirá velocidade de até 80 km/h para composições de carga. O projeto prevê também a construção de pátios de manutenção a cada 300 km.